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Conheça o processo de transformação do vidro em espelho

Uma das matérias-prima mais utilizadas é a prata metálica. A fabricação segue recomendações da norma ABNT NBR 14.696 – Espelhos de Prata


O espelho é resultado de uma chapa de vidro que passa por uma série de reações químicas através da aplicação de um componente que transforma sua superfície em um objeto reflexivo. Cada fabricante possui um processo de produção e a qualidade da reflexão depende da matéria-prima utilizada.

Uma das matérias-prima mais utilizadas em espelhos tendo como resultado uma alta qualidade de reflexão é a prata metálica. Tanto este componente quanto o alumínio conferem maior nível de reflexão ao espelho, em torno de 80%. Já o cromo oferece uma reflexão mais baixa, de aproximadamente 60%. A produção de espelhos deve atender à norma ABNT NBR 14.696 – Espelhos de Prata.

A qualidade do espelho é garantida durante o processo de fabricação com a verificação da qualidade das bordas, se as dimensões estão adequadas, se há algum defeito linear nas chapas e avaliação dos resultados ópticos. A quantidade de tinta e aderência da prata também definem a qualidade de um espelho, que deve apresentar dureza e resistência a produtos químicos.

A durabilidade de um espelho é superior a 10 anos, desde que siga as recomendações de processamento, instalação e manutenção, que inclui o cuidado de não utilizar produtos ácidos ou alcalinos para limpeza, como o amoníaco, presente em muitos dos produtos, assim como não utilizar produtos abrasivos na superfície do espelho como lixas, esponjas abrasivas, sapólio, palha de aço, etc.

Crédito foto: Espelho Guardian

Intensamente utilizado na arquitetura e movelaria, o espelho surgiu há milhares de anos, mas não há uma versão precisa sobre sua origem. Uma das possibilidades é que o espelho seja fabricado desde 4.000 a.C.,  no Egito e na região onde hoje está localizado o Iraque. Nessa época, o espelho era feito com chapas de cobre polido.

Outra versão ainda diz que os primeiros espelhos de vidro surgiram no início do século XIV, criados por artesãos de Veneza, na Itália, que desenvolveram uma mistura de estanho e mercúrio que, aplicada sobre um vidro plano, formava uma fina camada refletora. Somente no século XIX foram descobertas formas de espelhar o vidro com prata química, sem a necessidade do mercúrio.

Entretanto, os espelhos modernos, tal como são atualmente, surgiram na Alemanha, em 1835. O químico Justus von Liebig desenvolveu um método para aplicar uma fina camada de prata metálica sobre vidro. Com o passar das décadas, a técnica foi aperfeiçoada e se espalhou pelo mundo.