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Processo de têmpera pode produzir manchas e defeitos no vidro temperado

De acordo com a norma, somente é considerado um acúmulo de quatro ou mais defeitos em uma distância menor que 200mm e estas falhas precisam ter a partir de 30mm


Durante o processo de têmpera podem ocorrer alguns defeitos no vidro temperado, como manchas, bolhas de ar, ondulações, sujeiras, riscos, partículas de estanho e empenamento. Determinadas falhas são inerentes ao vidro, como a anisotropia, manchas coloridas, característica óptica do vidro temperado inerente ao processo de têmpera, que não considerada um defeito de fabricação. Outros defeitos pontuais são considerados normais, conforme orienta a norma ABNT NBR 14.698 - Vidro Temperado, já o excesso deles pode revelar problemas durante o processo de têmpera. 

 

A ondulação, por exemplo, pode ser causada pelo vidro ter sido aquecido em excesso, seja por uma alta temperatura ou por ter ficado muito tempo no aquecimento. Outro motivo é a presença de corpos estranhos e micropartículas de vidro ou sujeira. Falhas no processo de resfriamento após o aquecimento podem também gerar defeitos como empenamento e distorções ópticas. Resíduos de estanho produzem manchas no vidro e a presença de sulfeto de níquel pode desenvolver pequenas rachaduras que provocam tensão no vidro e possível quebra espontânea. 

 

 

Tolerância indicada pela norma técnica

De acordo com a norma, somente é considerado um acúmulo de quatro ou mais defeitos em uma distância menor que 200mm e estas falhas precisam ter a partir de 30mm. Se for inferior a 3mm e se não houver outras imperfeições no mesmo metro quadrado e do mesmo lado da peça, está dentro da tolerância. Se a chapa já vier com defeito, o armazenamento incorreto, em um local com umidade por exemplo, é um agravante e as manchas podem piorar. 

 

Riscos circulares e muito finos, chamados de cabelo, podem acontecer durante as técnicas de polimento. Também pode ocorrer deformidade nas bordas. As pinças utilizadas para suspender o vidro durante a têmpera produzem depressões na superfície do vidro, conhecidas como marcas de pinça. Os centros das marcas de pinça são situados até um máximo de 20 mm a partir da borda. Uma deformação da borda menor que 2 mm pode ser produzida na região da marca de pinça e também pode haver uma região de distorção óptica com raio máximo de 100 mm.

 

Empenamento do vidro temperado

Pela própria natureza do processo de têmpera, não é possível obter um produto tão plano quanto o vidro comum. Dependendo da espessura nominal, das dimensões e da proporção entre as dimensões, pode ocorrer uma distorção conhecida como empenamento. Há dois tipos de empenamento: empenamento total e empenamento localizado. O empenamento total, em geral, tem condição de ser acomodado pelo sistema de caixilho. O empenamento localizado precisa ser reduzido para se acomodar aos materiais de encaixilhamento e vedações impermeabilizantes.

 

Para medir o empenamento a chapa de vidro temperado deve ser colocada em uma posição vertical e suportada em seu lado mais longo por meio de dois blocos de apoio. A deformação deve ser medida ao longo das bordas do vidro e ao longo das diagonais, como sendo a distância máxima entre uma régua reta de metal, ou um arame esticado, e a superfície côncava do vidro. O valor do empenamento é então expresso como sendo a deformação, em milímetros, dividida pela medida do comprimento da borda do vidro, ou diagonal, em milímetros, conforme apropriado. A medição deve ser executada na temperatura ambiente.